Por que era caro
ERP antigo integrava por arquivo, por acesso direto ao banco ou por uma API que mudava sem avisar. Cada integração era um mini-projeto de engenharia reversa, com um consultor que cobrava por hora e conhecia os endpoints não documentados.
O que melhorou
A geração atual — e várias versões novas dos ERPs tradicionais — expõe API REST documentada, webhooks e ambiente de homologação. Dá para desenvolver contra um sandbox, testar de verdade e versionar a integração como qualquer outro código.
O que ainda dá trabalho
- Conciliação: o dado que existe nos dois lados e precisa bater. Chave de correlação, idempotência, o que fazer quando diverge.
- Fila e retry: o ERP fica fora do ar, a sua operação não pode parar.
- Regra de negócio na borda: o ERP tem um jeito de fazer as coisas; a sua operação tem outro. Alguém precisa decidir onde a regra mora.
O ponto
Integração hoje cabe dentro do escopo de um projeto de software — não vira uma cobrança separada “de integração” nem um contrato à parte com um especialista. Se você está ouvindo que vira, vale uma segunda opinião.
